segunda-feira, 25 de março de 2013

Dona Santa, rainha do Elefante.

Dona Santa, grande referência na memória dos maracatuzeiros ainda na atualidade, foi rainha do Maracatu Nação Elefante. Não sabemos quando se tornou rainha, apenas que ganhou o cargo ainda mocinha, vinda do maracatu Leão Coroado, e neste posto permaneceu até sua morte, ocorrida em 1962. Seu maracatu foi objeto de estudo do maestro César Guerra Peixe quando esteve no Recife, no final dos anos 1940 e de cuja observação resultou no livro Maracatus do Recife, publicado em 1955. Quando morreu, já nonagenária, teve enterro majestoso, digna da rainha que foi. Dona Santa, cujo nome de batismo era Maria Júlia do Nascimento, é tida como o maior símbolo da cultura afro-descendente no Recife e em torno de sua vida entretecem-se lendas e mitos, memória e história.



Fotografia de Lula Cardoso Ayres





Percorrer as várias fases e faces da vida de Dona Santa tem me permitido formular diversas questões sobre práticas e representações construídas em torno da cultura de negros e negras, suas estratégias de inserção e reconhecimento social, e a constituição de redes de solidariedade diante das investidas disciplinares que visavam a constituição de uma sociedade “mestiça” e “racialmente democrática”. Afinal, estamos falando da terra de Gilberto Freyre, e foi aqui no Recife, nesses anos de 1930, enquanto ele escrevia para os jornais e publicava livros, organizava congressos e debatia a cultura pernambucana, nordestina, e brasileira, que Dona Santa foi presa como catimbozeira, ficou viúva e assumiu o comando de seu maracatu.

Sobre a vida de Dona Santa pouco se sabe efetivamente, além de dados bastante genéricos e controversos sobre a data de seu nascimento e sobre a condição de sua família (não sabemos se eram libertos ou não, se africanos ou crioulos). Sabe-se de seu casamento com o segundo sargento da Polícia Militar, João Vitorino, e sua eleição como rainha do maracatu Leão Coroado, ainda muito moça. A partir do momento em que ficou viúva, no final da década de 1920, ao que tudo indica, Dona Santa ganhou liberdade para firmar sua autoridade como mãe-de-santo e como líder do maracatu. Este é o período em que transformações culturais de vulto ocorriam no país, acerca das percepções sobre a cultura afro-descendente. Trata-se, portanto, de pensar como ao construir sua autoridade entre os negros e negras, e os intelectuais da cidade, Dona Santa contribuiu para transformar as representações construídas em torno dos maracatus e da cultura popular de modo mais amplo.



Fotografia de Pierre Verger





Quando Dona Santa assumiu a condução do Maracatu Elefante, era uma mulher viúva, mas se inseria numa rede de sociabilidade que lhe conferia poder e legitimidade, não só por ser rainha, mas por ser mãe de santo e juremeira afamada. Com mais de sessenta anos, tinha por obrigação proteger seus filhos e filhas de santo, e assegurar ao Elefante e seus maracatuzeiros um lugar ao sol no disputado carnaval recifense. A rainha, ao que tudo indica, cumpriu muito bem seu papel demonstrando que podia não só liderar seu grupo, mas também exercer o papel de mediadora cultural, criando condições para que seu grupo se sobressaísse na cena cultural da cidade, despertando a admiração e o carinho entre intelectuais, jornalistas, fotógrafos e escritores da cidade e do resto do país.

Fotografia de Lula Cardoso Ayres, capa da revista Contraponto



No meio intelectual recifense, Lula Cardoso Ayres e Ascenso Ferreira contribuíram sobremaneira para divulgar sua imagem, bem como para quebrar os estigmas que ainda perseguiam os maracatus. Nacionalmente, Dona Santa foi objeto de uma magnífica reportagem da revista O Cruzeiro, em 1947, ilustrada com fotografias de Pierre Verger, bem como teve uma pequena participação no filme de Alberto Cavalcanti, O canto do mar, em 1953. O maestro e compositor Guerra Peixe escolheu o Elefante como objeto de estudo, e mais uma vez a rainha foi celebrada nas páginas de Maracatus do Recife, publicado em 1955. Como resultado dessa popularidade, encontramos invariavelmente o maracatu Elefante se apresentando em quase todos os eventos em que autoridades ou celebridades visitavam o Recife entre as décadas de 1940 a 1960.

Dona Santa consolidou fama como rainha e matriarca dos negros e negras no Recife. Percorrer as notícias publicadas nos jornais no período comprova que a rainha solidificou uma imagem de poderosa sacerdotisa dos orixás, além, evidentemente, de juremeira. Sua autoridade entre os maracatuzeiros, conforme algumas reportagens de jornal, era inconteste. Conta Guerra Peixe que a rainha não precisava falar muito para manifestar seu desagrado diante de comportamentos que considerava indevido. Dona de um olhar penetrante, uma mirada bastava para que até o mais valente dos homens se calasse envergonhado do que tivesse feito. Possuidora de garbo e majestade, Dona Santa sempre desfilava no carnaval conduzindo seu maracatu desde Ponto de Parada, na zona norte da cidade onde se encontrava a sede, até as ruas centrais, apesar de sua avançada idade. E enquanto desfilava agraciava seus “súditos” com as bênçãos de seu espadim e cetro. Dona Santa só teria deixado de desfilar em duas únicas ocasiões: a morte de seu irmão, quando ainda era jovem, e do marido Vitorino.



Acervo do Museu da Cidade do Recife





Adentrando os anos cinqüenta, no entanto, Dona Santa já octogenária aceitou a oferta do Prefeito Pélopidas e passou a desfilar nos carnavais em um jeep. Mesmo assim, não perdeu o controle sobre seu maracatu até a sua morte, momento que trazia muita apreensão a todos. Desde os anos 1940 encontram-se pelas páginas dos jornais recifenses reportagens que prenunciam a morte da rainha. Ao final do ano de 1955 a notícia de sua morte correu a cidade. O prefeito Pelópidas Silveira teria telegrafado a sua família oferecendo pêsames, bem como auxílio financeiro para a realização do enterro. Mas quem morrera tinha sido uma princesa. Dona Santa teria rido muito de sua “morte” porque assim sabia como esta seria recebida pela cidade, e não recusou a oferta do prefeito para o enterro da princesa!



Acervo do Museu do Folclore (RJ)

Apesar de sua grande disposição em viver, Dona Santa preocupava-se com o que aconteceria com o Elefante quando partisse. Não tinha descendentes diretos, e teria decidido que quando a morte a levasse, o maracatu também deveria deixar de desfilar. Esta questão é muito controversa na historiografia, e já provocou grandes debates e contendas calorosas sobre as razões da rainha. Há quem diga que sua decisão se apoiaria em antigas tradições africanas, conforme defendeu o jornalista Paulo Viana, que afirmava ser a rainha descendente de antigos reis, e com ela morria um antigo reinado. Mas houve quem quisesse ocupar seu lugar! Sua filha adotiva, Antonia, declarou aos jornais, que continuaria com a tradição. Mas sofreu tamanha oposição daqueles que pensavam que o maracatu também deveria deixar de existir, que efetivamente o Elefante não mais saiu às ruas. Foi para o museu!
 
 

domingo, 24 de março de 2013

Facepe lança versão 2013 do Edital Prêmio Naíde Teodósio de Estudos de Gênero

20 de março de 2013

A Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) lança a versão 2013 do edital Prêmio Naíde Teodósio de Estudos de Gênero, seleção pública destinada a premiar trabalhos sobre as dimensões de classe social, raça, etnia e geração das mulheres em Pernambuco. O edital 03/2013, convida estudantes do ensino médio, técnico subsequente, graduação e pós-graduação, além dos educadores, a apresentar trabalhos relacionados ao tema. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até 21 de junho de 2013.

A iniciativa é uma parceria da Facepe com as secretarias estaduais da Mulher, Educação, Ciência e Tecnologia; as fundações do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco e Joaquim Nabuco; além da Companhia Editora de Pernambuco e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco.

O Edital tem por objetivo estimular e fortalecer a produção crítica de conhecimentos sobre as relações de gênero, contribuindo para a promoção dos direitos das mulheres em sua diversidade. Serão premiados artigos científicos, relatos ou projetos de experiência pedagógica, redações e um roteiro para documentário de curta-metragem digital. Os trabalhos devem abordar assuntos como violência doméstica e sexista, inserção das mulheres nos espaços de poder, meio ambiente, gravidez na adolescência, ciência, envelhecimento, entre outros.

As premiações vão desde distribuição de tablets, até valores em dinheiro que podem chegar a R$ 8 mil. O roteiro para documentário de curta- metragem vencedor será premiado com R$ 20 mil, para serem investidos na produção do vídeo. Além deste valor, que será concedido pela Fundarpe, o ganhador também terá à disposição equipamentos concedidos pela Massangana Multimídia Produções, da Fundaj.

A Facepe disponibilizará, para cada projeto pedagógico premiado, até cinco bolsas de iniciação científica Júnior, no valor de R$ 100,00 mensais, para o desenvolvimento do projeto por um período de no máximo 12 meses. A Fundação concederá, também, auxílios para participação em congressos no País (passagens, diárias e taxa de inscrição), para educadores cujos projetos de experiência pedagógica premiados tenham lançado candidatura para participação nesses eventos, que devem ter foco na temática de gênero.

Também as instituições de ensino do Estado com maior número de inscrições aceitas serão premiadas com diplomas de reconhecimento institucional, assinaturas da Revista Continente e kit de Produtos Culturais. Todos os trabalhos premiados, inclusive os que obtiverem menções honrosas, serão publicados no Livro do Prêmio Naíde Teodósio de Estudos de Gênero – Ano VI.

As incrições devem ser feitas pela internet, nos endereços www.secmulher.pe.gov.br ou www.facepe.br observando-se que o suporte técnico do Sistema AgilFAP, da Facepe, fica disponível até as 17h.

Naíde Teodósio (1915-2005) - Médica que dedicou a vida à luta por uma sociedade justa e igualitária. No âmbito científico, a Dra. Naíde orientou suas pesquisas para erradicar as desigualdades sociais, com especial enfoque no combate à desnutrição. Publicou mais de 50 artigos científicos em revistas nacionais e internacionais e fundou o Laboratório de Fisiologia da Nutrição no Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Pernambuco, hoje Laboratório Naíde Teodósio.

Confira o edital na íntegra

Cultura: MinC lança editais afirmativos

Cultura: MinC lança editais afirmativos

Iniciativa espera ampliar o diálogo intergovernamental e atender às demandas de movimentos sociais

 
Secretário Leopoldo Nunes afirma que, até o final deste mês, será lançado um edital para mulheres
Secretário Leopoldo Nunes afirma que, até o final deste mês, será lançado um edital para mulheres (Divulgação)
Direitos das minorias, valorização identitária, cultura popular. Esses e outros temas que estão em voga hoje entram também com mais força na pauta do Ministério da Cultura (MinC) com os editais de ações afirmativas. Na próxima segunda, 25, encerra-se o prazo para os editais voltados para os produtores e criadores negros abertos em novembro do ano passado e que distribuirão cerca de R$ 9 milhões. Os editais são de responsabilidade da Secretaria do Audiovisual (SAV) e de duas instituições vinculadas ao MinC: Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e Fundação Nacional de Artes (Funarte), em parceria com a Fundação Cultural Palmares (FCP) e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), da Presidência da República.
Como parte de um esforço do MinC em ampliar o diálogo intergovernamental e atendendo às demandas de movimentos sociais, os editais afirmativos marcam um retorno do diálogo do ministério com os movimentos sociais, como explica o Secretário Leopoldo Nunes, da SAV. “Estes editais afirmativos são demandas históricas dos movimentos sociais e não irão nem podem se resumir a um edital, e sim um conjunto de ações que busquem transformar realidades e territórios. Até o final deste mês lançaremos um edital para mulheres junto a Secretaria de Políticas para as Mulheres, que será nossa parceira”, revela Nunes.
Recepção
A ação foi recebida de diferentes formas pelos produtores e militantes dos movimentos sociais locais. Keila Serruya, artista audiovisual e gestora cultural, pondera sobre os critérios de direcionamento dos editais. “Acredito que alguns projetos que tinham menos chances de serem aprovados nesses editais segmentados com certeza vão ser contemplados, porém sei que alguns vão passar na seleção apenas por mera ‘conveniência’ e não pela qualidade técnica do projeto”, analisa Keila. Alberto Jorge, coordenador geral da CARMA, também aponta falhas: “Não basta ao Poder Público fazer editais voltados a [esses grupos], tem que ter editais dentro da realidade desses povos. Há uma atipia na população amazônica, a maior prova disso é o tanto de dinheiro devolvido para o Governo Federal, por não haver quem efetivamente se habilite para tal”, pondera ele.
Enraizamento
Apesar das críticas, a mudança de postura é vista com bons olhos pelos produtores. “A Marta está no começo da administração e espero que essa conversa horizontal não seja apenas nesse começo, ou uma promoção para concorrer a novos cargos políticos. Espero que seja para provocar soluções na administração de um ministério que veio de uma administração que conseguiu destruir tudo que uma administração anterior tinha construído. Agora vamos a novos rumos”, analisa Keila.
Além disso, Leopoldo Nunes aponta para um aprofundamento do diálogo no campo audiovisual. “Espera-se que consigamos continuar este processo de regionalização, difusão e qualificação do audiovisual, de sua base técnica e de suas inúmeras possibilidades artísticas e criativas. Espera-se continuar e aprofundar uma das qualidades inerentes ao cinema e ao audiovisual, que é a diversidade de olhares, estéticas e visões de mundo” reforça Nunes.
O objetivo dos processos seletivos é proporcionar aos produtores e artistas negros oportunidade de acesso a condições e meios de produção artística, conforme estabelecido pelo Plano Nacional de Cultura (Lei 12.343/2010) e pelo Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/2010). Mais informações sobre as inscrições no endereço http://www.cultura.gov.br/site/categoria/editais-ministerio-da-cultura/.
 

quarta-feira, 6 de março de 2013

Homenagem ao mês da Mulher - Março 2013


Em homenagem ao mês da mulher o Terreiro da Tradição traz as principais figuras femininas do candomblé e sua contribuição na construção da identidade feminina afro-brasileira. Curtam, comentem, participem!

Nanã
 
 • Nanã: 


 É a  responsável pela matéria de que é feita todo ser humano, a terra úmida, a lama e o lodo. Insubordinada, recusou-se a reconhecer e aceitar a supremacia masculina de Ogum, o senhor dos metais e das guerras, sobre as demais divindades.
Esta recusa é simbolizada pela proibição do uso de metais em suas cerimônias até hoje. Nanã, mulher idosa, está ligada também à morte, ao passado e à preservação da tradição.

 
 
Iemanjá



• Iemanjá:    

É a dona das águas do mar, mãe de todos filhos-peixes. Tem seios fartos e simboliza a maternidade acolhedora. Foi casada, mas seu marido desrespeitou uma das regras que lhe impôs (não falar mal de seus seios), rompeu com ele, saiu de casa, voltando para casa de sua mãe. Aqui, reafirma a ligação e parceria entre mulheres e o poder da maternidade. Além de assinalar que o divórcio é também sagrado.


  




Oyá / Iansã


• Iansã:

É a senhora dos ventos e dos raios. Uma força guerreira, perigosa, insubordinada. É ela que, desobedecendo à regra que vedava às mulheres a participação no culto dos mortos, obteve o poder de penetrar suas cerimônias e dançar com eles. Compartilha seus mistérios. E ainda, é aquela que, apropriando-se dos poderes destinados ao rei - Xangô, seu marido - adquiriu o poder de cuspir raios e soltar fogo pela boca. Iansã é também a mãe que abandona os filhos, que serão criados por Iemanjá.



 
Oxum





• Oxum:

Travou uma disputa com Orixalá, o rei, por seus poderes. Dessa disputa saiu vitoriosa, tornando-se a senhora do ouro e da riqueza. Como Nanã, é chamada de Ialodê, a que fala pelas mulheres. Está ligada à fecundidade, à menstruação e ao futuro. E à instabilidade simbolizada pelo curso dos rios. Uma das características mais expressivas de Oxum é sua sensualidade, sua sabedoria em relação às artes e delícias do sexo.

Obá
 



Obá
É corpulenta, forte, especialista em luta corporal, através do que venceu todo os deuses e deusas. Exceto um, Ogum, que só pôde vencê-la de forma desonesta. Ou seja, sua força só pode ser rivalizada pela astúcia.

 
Fonte: Livro Mulheres Negras: um Olhar sobre as Lutas Sociais e as Políticas Públicas no Brasil - Jurema Werneck • organizadora




Empoderamento das mulheres

Empoderamento das mulheres

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O mundo vem se transformando e dando saltos no desenvolvimento tecnológico a cada minuto, no entanto, muito tem que ser feito para a equidade dos gêneros. Existe uma desigualdade social dos gêneros, colocando as mulheres predominantemente na estatística dos mais pobres. O desenvolvimento humano, apoiado em seus princípios de sustentabilidade, equidade, produtividade e empoderamento, tem como objetivo atender as necessidades básicas das pessoas e parte do pressuposto que a unidade de análise e o ponto de partida são as famílias. Neste paradigma, a abordagem do empoderamento é fundamental para fazer valer a igualdade entre homens e mulheres, em relação à competência e tomada de decisões.
Fonte da imagem: Empreendedorismo Rosa
As mulheres que trabalham com outras mulheres em cooperativas de produção, movimentos políticos ou grupos de apoio mútuo – podem alcançar muito mais resultados do que uma mulher trabalhando sozinha. Redes e organizações – a ação coletiva – tendem a reforçar o processo de empoderamento social, psicológico e político das mulheres. O Banco Mundial, por exemplo, vê o empoderamento como a última etapa nos processos de participação local nos projetos de desenvolvimento. Por isso, o “empoderamento” é indicado como passo inicial de um processo mais amplo de conquista da cidadania, que deve ser facilitado através da participação em projetos, com vistas a propor demandas de políticas públicas.
As mulheres têm que saber fazer valer seus direitos como cidadã e lutar por seu espaço, seu respeito e sua capacidade de trabalho, como é garantido por nossa Constituição Federal. Neste intuito, em que as mulheres vêm conquistando seus direitos a ONU criou a Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gêneros e o Empoderamento das Mulheres, publicando os princípios que norteiam o empoderamento e criando uma carta de adesão de empresas que assinam o seu comprometimento com a igualdade de gêneros.
Princípios de Empoderamento das Mulheres – ONU Mulheres e Pacto Global das Nações Unidas.
Atualmente, há políticas públicas, empresas e fundos financeiros que estão desenvolvendo legislações, apoios e investimentos em projetos para mulheres em diversas áreas. As mulheres, de acordo com sua área de atuação, podem procurar esses meios disponíveis para implementar seus projetos.
Empoderamento significa a mulher conscientizar-se de seu direito de existir na sociedade. Sua estima é a base de tudo. Luta por seus direitos quem os reconhece, mas acima de tudo quem se reconhece como digno deles. O empoderamento da mulher passa por vários caminhos na sociedade, passa pelo conhecimento dos direitos da mulher, pela sua inclusão social, instrução, profissionalização e consciência da cidadania.

Edemeia Gomes de Morais é formada pela Universidade Paulista, presidente da Consulnegi – Consultoria de Negócios e Gestão de Ideias, membro da Comissão de Direito de Energia da OAB/SP.

Fonte: http://empreendedorismorosa.com.br/empoderamento-das-mulheres/

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Empreendedorismo Rosa - A História de Ghuell Amorim, uma mulher negra, guerreira e empreendedora

A história que ficou em 1º lugar foi de Gezica Amorim Anunciação (Ghuell Amorim). Confira!
Fonte da imagem: Arquivo pessoal
Eu me chamo Ghuell Amorim, resido em Salvador (BA), sou MEI (Micro Empreendedora Individual), proprietária de uma Lan House e ofereço diversos serviços além de acesso à internet. Em 2010, meses após o falecimento de minha mãe (Alice Amorim) ocorrido em março, comecei a minha trajetória empreendedora. Na época, eu tinha uma pequena empresa doméstica de fornecimento de doces, salgados e bombons de chocolate. Abalada com a perda de minha mãe, abri falência, fiquei completamente endividada, perdi o chão, não tinha mais noção do que era trabalho, nem vida. Perdi inclusive meus filhos, pois estava grávida de gêmeos. Enfim, tudo parecia perdido: as contas crescendo e perspectiva de melhora, eu não conseguia enxergar.
Em junho, tomei a iniciativa de buscar emprestado o equivalente a R$ 4.000,00 (quatro mil reais) para abrir um negócio na garagem de minha casa. Sem muita estrutura acabei comprando, completamente às cegas, três computadores. Lembro bem que estavam numa promoção nas Casas Bahia por R$ 720,00. Daí em diante, comprei três mesas para computadores a R$ 90,00 cada uma, um suite para compartilhamento de internet por R$ 32,00, uma multifuncional HP por R$ 290,00. Comprei também vários metros de cabos para internet, gastei R$ 300,00 em fones, webcam e material de impressão, com o que sobrou paguei algumas dívidas. Pronto: Lan House montada, era o que eu pensava.
Não sabia da necessidade de programas específicos e de uma internet de boa velocidade. Ao final de seis meses, eu não conseguia enxergar o lucro e as dívidas cresciam. Quase desisti de tudo, mas comecei a ouvir os moradores da minha rua, procurei saber as necessidades de serviços e tudo mais o que pudesse ser atraente para o comércio, eu não queria fechar as portas.
Ergui a cabeça, depois de dias em claro e chorando. Fui atrás de treinamento, comecei a investir em lanches, pois era algo que eu sempre soube fazer e todos sempre buscavam. Os brigadeiros gourmet foram o meu carro chefe. Sabores diferentes atraiam clientes que acabam acessando frequentavam a Lan House. Comecei a oferecer serviços de xerox, impressão, digitação, e a coisa foi tomando forma.
O nome do local eu mudava por sequência sempre, nada me agradava. Com o passar do tempo, percebi que ninguém chamava a lan house pelos nomes que eu atribuía, mas apenas pelo meu apelido, e assim ficou: Ghuell Amorim. Hoje trabalho diretamente com a minha comunidade oferecendo serviços gráficos, impressões, lanches, fornecendo doces e salgados, acessórios de informática, manutenção de micros. Minha vida mudou e junto com a minha comunidade, Baixa da Égua, venho fazendo o meu futuro e mudando a minha história.
Gezica Amorim Anunciação (Ghuell Amorim) – Proprietária da Ghuell Amorim Informática e Empreendimentos. Formada em Magistério (CETS), estudante de administração. Realiza projetos nas áreas de design gráfico focando o mercado de personalizados para festas. Fornece doces e salgados, bem como acessórios de informática. Seu mais novo projeto está ligado a cultura da comunidade buscando reimplantar os hábitos da leitura e musical no espaço da Lan House.

Fonte: http://empreendedorismorosa.com.br/resultado-da-promocao-conte-sua-historia/

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger 2012/2013 abre inscrições em 11 de dezembro

Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger 2012/2013 abre inscrições em 11 de dezembro

Em sua 5ª edição, concurso é ampliado e soma um total de R$ 120 mil em prêmios para três categorias
Prêmio Pierre Verger
Começam no dia 11 de dezembro e seguem até 8 de março de 2013 as inscrições para o Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger 2012/2013, um dos maiores concursos para trabalhos fotográficos do Brasil. Nesta sua 5ª edição, o certame, promovido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Governo do Estado (SecultBA), teve uma ampliação significativa: agora são R$ 120 mil distribuídos em três categorias – “Livre Temática e Livre Técnica”; “Fotografia Documental” e “Trabalhos de Inovação e Experimentação na Área de Fotografia” –, reforçando seu papel no intuito de incentivar, divulgar e valorizar a produção fotográfica brasileira. O edital e seus anexos estão disponíveis aqui.
Até sua 4ª edição, o concurso concedia prêmio único a um conjunto fotográfico de temática e técnica livres, para condecoração no valor de R$ 30 mil somada a apoio financeiro para a realização de uma exposição individual em Salvador e publicação de um catálogo com o ensaio, totalizando então um investimento de R$ 60 mil. Assim, a edição 2012/2013 tem um ganho orçamentária de 100%, transformando o prêmio original, em suas mesmas condições, na categoria “Livre Temática e Livre Técnica”, e criando dois novos prêmios de R$ 30 mil para as outras duas modalidades. Esta conquista é resultante do diálogo da classe de fotógrafos com a FUNCEB e a SecultBA, que demandou a extensão do prêmio para contemplação de trabalhos diferenciados na área.
O Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger é aberto para fotógrafos brasileiros ou estrangeiros com situação de permanência legalizada, maiores de 18 anos, que devem apresentar um projeto ainda não premiado no Brasil nem no exterior. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas exclusivamente via Correios. As fotografias devem ser apresentadas impressas, em formato de 20 x 30 centímetros, e serão avaliadas por uma comissão composta por três profissionais da Bahia e dois de outras localidades, todos indicados através de fóruns representativos do setor.
Criado em 2002, o Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger é um concurso bianual. Em sua mais recente edição (2010/2011), registraram-se 109 inscrições, sendo 44 da Bahia e 65 de outros estados, como Amazonas, Mato Grosso, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal. Uma comissão formada por José Carlos Mamede, Leonardo Costa Braga e Sérgio Burgi selecionou o fotógrafo mineiro Pedro David, que publicou um catálogo e realizou a exposição O Jardim, exibida no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) entre 28 de setembro e 28 de outubro deste ano.
Inscrições do Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger 2012/2013
Período: 11/12/2012 a 8/3/2013
Via Correios: envio à CAIXA POSTAL 2485, CEP 40.020-970, Salvador/BA.
Inscrições gratuitas
Realização: FUNCEB/SecultBA

Fonte: http://ascomfunceb.wordpress.com/2012/12/10/premio-nacional-de-fotografia-pierre-verger-20122013-abre-inscricoes-em-11-de-dezembro/

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

04/12 – Inscrições para o Prêmio “Mulheres Negras contam sua História” podem ser feitas até 25 de janeiro

04/12 – Inscrições para o Prêmio “Mulheres Negras contam sua História” podem ser feitas até 25 de janeiro

Data: 04/12/2012
"Mulheres Negras contam sua História" vai premiar cinco melhores redações com R$ 5 mil. Cinco candidatas selecionadas na categoria “Ensaio” receberão R$ 10 mil. Inscrições poderão ser feitas no período de 21 de novembro de 2012 a 25 de janeiro de 2013
pr��mio mulheres negras contam sua hist��ria
Segue aberto até 25 de janeiro de 2013 o período de inscrição para o prêmio "Mulheres Negras contam sua História", da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). “Nossa pretensão é que as mulheres negras escrevam e possam trazer subsídios para a elaboração de políticas públicas”, afirmou a ministra Eleonora Menicucci, da SPM, no ato de anúncio da chamada pública, ocorrido durante os atos alusivos ao Dia Nacional da Consciência Negra.
O público-alvo do concurso é formado por mulheres autodeclaradas negras. Elas poderão participar com redações e ensaios, contar a história e a vida das afro-brasileiras na construção do país. O prêmio possui duas categorias: "Redação", com texto de no mínimo 1.500 até o máximo de 3.000 caracteres, e "Ensaio", com textos de 6.000 a 10.000 caracteres. Serão premiadas as cinco melhores redações com R$ 5 mil, e as cinco candidatas selecionadas na categoria “Ensaio” receberão R$ 10 mil.
O prêmio é uma iniciativa da SPM no resgate do anonimato das mulheres negras como sujeitos na construção da história do Brasil. O objetivo é estimular a
inclusão social das mulheres negras por meio do fortalecimento da reflexão acerca das desigualdades vividas pelas mulheres negras no seu cotidiano, no mundo do trabalho, nas relações familiares e de violência e na superação do racismo.
Inscrições - As inscrições estão abertas desde 21 de novembro de 2012 e se encerrarão em 25 de janeiro de 2013. Somente mulheres autodeclaradas negras podem participar do concurso.
As inscrições somente serão aceitas mediante o envio dos textos, em formato de texto, nas categorias "Redação" e "Ensaio". Deverão ser efetuadas pelo endereço: premiomulheresnegras@spmulheres.gov.br ou postadas pelo correio para o endereço: Prêmio Mulheres Negras contam sua História - Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República - Praça dos Três Poderes Via N1 Leste, s/n Pavilhão das Metas. CEP 70150-908 Brasília - DF.
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Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM
Presidência da República – PR
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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Oyá - A mulher que vira búfalo



"Ela assume também a forma de um búfalo africano (...) Isso se explica pelo fato de Oyá ter o hábito de ficar invisível, só para reaprarecer em lugares onde é menos esperada." do livro Oya - Um louvor à Deusa Africana, Judith Gleason

Acarajé


 
Acarajé, comida ritual da orixá Oyá/Iansã. Na África, é chamado de àkàrà que significa bola de fogo, enquanto je possui o significado de comer. No Brasil foram reunidas as duas palavras numa só, acara-je, ou seja, “comer bola de fogo”. Devido ao modo de preparo, o prato recebeu esse nome.

Oyá - Uma Deusa Africana

 

"A Deusa Oya, Orixá Oya, de origem africana, manifesta-se sob várias formas naturais: o vento, que pode ser agradável e refrescante, mas especialmente o vento forte, quase um furacão; o fogo, que regenera e tudo envolve, mas sobretudo o raio rápido, nervoso e com direção certa..." do livro Oya - Um louvor à Deusa Africana, Judith Gleason

sábado, 1 de dezembro de 2012

A Moça Tecelã - por Marina Colasanti

A Moça Tecelã
Por Marina Colasanti



Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear.

Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.

Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.

Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.

Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.

Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.

Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranqüila.

Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado.

Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponto dos sapatos, quando bateram à porta.

Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida.

Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.

E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.

— Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.

Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.

— Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou. Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata.

Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.

Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.

— É para que ninguém saiba do tapete — ele disse. E antes de trancar a porta à chave, advertiu: — Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!

Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo.

Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.

Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.

A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.

Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.

Marina Colasanti (1938) nasceu em Asmara, Etiópia, morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil.

" Se alguém tem de prosperar, não há empate para este fim."

 
"Se alguém tem de prosperar, não há empate para este fim." do livro Caminhos de Odu, de Agenor Miranda Rocha.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Convocatória para o Carnaval 2013 abre inscrições nesta sexta-feira (30/11)

29.11.2012 - 13h11

Convocatória para o Carnaval 2013 abre inscrições nesta sexta-feira (30/11)

Secult-PE e Fundarpe recebem prospostas para compor a grade do estado até o dia 19 de dezembro

Marcelo Lyra
Descrição da imagem

A Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE) e a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) vêm informar que, a partir desta sexta-feria (30/11), estão abertas as inscrições para habilitação de propostas de atividades artísticas e culturais que deverão compor a programação do Carnaval de 2013 do Governo do Estado, a ser executado pelos dois órgãos.

A finalidade prioritária é promover as apresentações de artistas, bandas, orquestras e agremiações carnavalescas nas quatro macrorregiões de Pernambuco (Região Metropolitana, Zona da Mata, Agreste e Sertão). As inscrições deverão ser realizadas no período de 30 de novembro a 19 de dezembro de 2012, de segunda a sexta-feira, no horário de 9h às 17h, na recepção da sede da Fundarpe, na Rua da Aurora, 463/469, Boa Vista, Recife/PE (CEP: 50050-000) ou via correio, no mesmo período (por encomenda normal ou Sedex).

O edital da convocatória pode ser acessado aqui e o anexo dos formulários de inscrição está à disposição aqui. Outras informações poderão ser obtidas através do telefone (81) 3184.3000.

http://www.fundarpe.pe.gov.br/convocatoria-para-o-carnaval-2013-abre-inscricoes-nesta-sexta-feira-3011

Prefeitura do Recife recebe propostas artísticas para o Carnaval 2013

OPORTUNIDADE
| 19.11.12 - 16h41

Prefeitura do Recife recebe propostas artísticas para o Carnaval 2013

Período de inscrições começa nesta terça-feira (20) e segue até dia 21 de dezembro


Período de inscrições segue até dia 21 de dezembro. Foto: Matheus Britto
A Prefeitura do Recife começa a receber nesta terça-feira (20) propostas artísticas para a programação de palco do Carnaval 2013. Os artistas e bandas devem apresentar propostas com valor do cachê, contato do proponente, release, material de áudio e clipagem (notícias veiculadas na imprensa) na Gerência de Música da Fundação de Cultura Cidade do Recife. As propostas devem ser entregues até o dia 21 de dezembro, no horário das 9h às 12h e das 14h às 17h. Podem participar da seleção artistas e bandas de todo o Brasil.
Ficha de Inscrição aqui

Serviço
Apresentação de propostas artísticas para Carnaval do Recife 2013
De 20 de novembro até 21 de dezembro de 2012
Local: Gerência de Música da Fundação de Cultura Cidade do Recife – Rua Monte Castelo, nº 87, Boa Vista, Recife.
Horário de atendimento: 9h às 12h e das 14h às 17h
Informações: 81 3355.1774

http://www2.recife.pe.gov.br/prefeitura-do-recife-recebe-propostas-artisticas-para-o-carnaval-2013/

terça-feira, 20 de novembro de 2012

A Funarte e a Secretaria da Igualdade Racial lançam o Prêmio Funarte Grande Otelo

A Funarte e a Secretaria da Igualdade Racial lançam o Prêmio Funarte Grande Otelo

Serão premiados 33 projetos nas áreas artes visuais, circo, dança, música, teatro e preservação da memória

Publicado em 20 de novembro de 2012 Imprimir Aumentar fonte
A Fundação Nacional de Artes – Funarte, em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República – SEPPIR, publicou nesta terça, 20 de novembro, no Diário Oficial da União, a portaria que institui o Prêmio Funarte Grande Otelo. Serão premiados 33 projetos nas áreas de artes visuais, circo, dança, música, teatro e preservação da memória.
As inscrições encontram-se abertas até 4 de janeiro de 2013. Para participar, os proponentes precisam se autodeclarar pretos ou pardos, categorias de classificação de cor ou raça adotadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.
O objetivo do Prêmio Grande Otelo é proporcionar aos produtores e artistas negros oportunidade de acesso a condições e meios de produção artística, conforme estabelecido pelo Plano Nacional de Cultura (Lei 12.343/2010) e pelo Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/2010).
O investimento total é de R$ 4,440 milhões, dos quais R$ 4,3 milhões serão concedidos em prêmios de R$ 100 mil, R$ 150 mil e R$ 200 mil. Os recursos são do Fundo Nacional de Cultura.
Podem concorrer artistas, produtores culturais e instituições privadas (com ou sem fins lucrativos, de natureza artística e/ou cultural), desde que comprovem experiência no desenvolvimento de atividades artísticas que conservam elementos das culturas de matriz africana e/ou realização de trabalhos com temas ligados à experiência social e política da população negra dentro e fora do Brasil.
Os trabalhos serão avaliados por uma Comissão de Seleção composta por 12 membros, indicados pela Funarte e pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.
O material de inscrição deverá ser enviado por SEDEX, em envelope único, para a Rua da Imprensa, 16 – 6º andar / Setor de Protocolo – Castelo – Rio de Janeiro – RJ – CEP 20030-120, conforme instruções previstas no Edital.
Posteriormente, a relação com a classificação de todos os projetos, inclusive os 33 selecionados, será divulgada nesta página eletrônica da Funarte (www.funarte.gov.br).
Acesse aqui, na página de Editais, todos os documentos relacionados

http://www.funarte.gov.br/funarte/a-funarte-e-a-secretaria-da-igualdade-racial-lancam-o-premio-funarte-grande-otelo/

Edital nº 3 – Curta-Metragem – Curta-Afirmativo: Protagonismo da Juventude Negra na Produção Audiovisual


Edital nº 3 – Curta-Metragem – Curta-Afirmativo: Protagonismo da Juventude Negra na Produção Audiovisual

Edital de Apoio para Curta-Metragem – Curta Afirmativo: Protagonismo da Juventude Negra na Produção Audiovisual - fomentará a produção de até 6 (seis) obras audiovisuais de curta-metragem, de 10 (dez) a 15 (quinze) minutos, dirigidos ou produzidos por jovens negros, de 18 a 29 anos, pessoa física, com temática livre, podendo ser ficção ou documentário, com a possibilidade de utilização de técnicas de animação.

Inscrição

Período de inscrição: 20 de novembro 2012 a 7 de janeiro de 2013
As inscrições serão realizadas por meio do sistema SALICWEB.
Mais informações: concurso.sav@cultura.gov.br

Arquivos

20/11/2012 - Anexo I
20/11/2012 – Edital Curta-Afirmativo
http://www.cultura.gov.br/audiovisual/fomento/blog/edital-no-3-curta-metragem-curta-afirmativo-protagonismo-da-juventude-negra-na-producao-audiovisual/

Biblioteca Nacional lança editais para autores e criadores negros

Biblioteca Nacional lança editais para autores e criadores negros
A Fundação Biblioteca Nacional (FBN/MInC) lança nesta terça-feira, dia 20/11, três editais voltados para criadores e escritores negros. Os editais fazem parte do projeto do Ministério da Cultura (MinC) e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) de valorização e fomento de produtores, criadores e escritores negros. Os lançamento dos editais faz parte da celebração do Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.

Os objetivos dos editais são formar novos escritores, elevar o número de pesquisadores negros e de publicações de autores negros e incentivar pontos de leitura de cultura negra em todo o país de forma a se estabelecer novo paradigma em todas as linguagens apoiadas pelo MinC, com a participação efetiva da população negra brasileira.

O primeiro edital tem como objetivo a seleção de 01 projeto que implante 27 pontos de leitura e desenvolva atividades de mediação de leitura, criação literária, publicação, seleção de acervo e pesquisa que tratem de ações voltadas para a preservação da Cultura Negra e ações afirmativas de combate ao racismo no país.

O segundo edital selecionará até 23 projetos para concessão de bolsas, propostos por pesquisadores e pesquisadoras negras, visando incentivar a produção de trabalhos originais, em território brasileiro, em qualquer uma das áreas e subáreas do conhecimento definidas pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

O terceiro edital visa a formação de parcerias para o desenvolvimento de projetos editoriais sob a forma de coedição, a fim de produzir publicações de autores brasileiros negros, na forma de livros, em meio impresso e/ou digital, com o propósito de divulgar, valorizar, apoiar e ampliar a cultura brasileira dos afrodescendentes.

A cerimônia de lançamento dos editais contará com a presença da Ministra da Cultura, Marta Suplicy, do presidente da FBN, Galeno Amorim, do diretor-curador do Museu Afro Brasil, Emanoel Araújo, do presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Eloi Ferreira, e do presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Antonio Grassi. O evento será no Museu Afro Brasil, no Ibirapuera, em São Paulo, a partir das 11h.

Veja aqui o Edital de Pontos de Leitura

Veja aqui o Edital de Apoio a Pesquisadores Negros

Veja aqui o Edital de Apoio à Coedição de Livros de Autores Negros -
 

Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra

Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra

Ministério da Cultura lança editais para criadores e produtores negros
Neste 20 de novembro – Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra – , a ministra da Cultura, Marta Suplicy, lançou editais voltados a produtores e criadores negros, em cerimônia que aconteceu no Museu Afro Brasil, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.
Segundo a ministra, o lançamento dos editais, em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), será apenas o primeiro passo de tudo que o Ministério da Cultura está criando em ações afirmativas. “A parte mais forte e enraizada da nossa cultura vem da cultura africana. Nós temos que preservar isso e tornar mais visível”, defendeu Marta.
Marta também falou sobre os próximos passos que o MinC dará na direção da criação de ações afirmativas: “É a primeira vez que o Ministério da Cultura tem ação afirmativa nesse sentido. Então vamos ver como isso vai caminhar, corrigir o que não tiver funcionando e ampliar o que estiver funcionando”.
A ministra também aproveitou a cerimônia de lançamento dos editais para assinar a portaria 148/2012 que institui um grupo de trabalho para viabilizar as diretrizes básicas para elaboração do projeto executivo, construção e funcionamento do Museu Nacional Afro Brasileiro de Cultura e Memória.
Estiveram com a ministra Marta Suplicy no lançamento dos editais a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros; o presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira de Araujo; o presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Galeno Amorim; a coordenadora da Secretaria do Audiovisual (SAv), Lina Távora; o presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Antonio Grassi; o secretário de cultura do Estado, Marcelo Mattos Araujo; e o diretor-curador do Museu Afro Brasil, Emanuel Araújo.
Em defesa das políticas afirmativas
A ministra da Cultura defendeu as políticas de cotas sendo adotadas pelo MinC, amparadas em decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e em consonância com ações também do governo federal: “São medidas das quais se espera que só passem a não existir quando tivermos equidade de oportunidade para todas as raças”.
A ministra também rebateu argumentos sobre a política de cotas que acusam a medida de gerar maior preconceito: “Preconceito é negro não ter acesso. É ter talento e não poder expressar esse talento. Na hora em que se dá a oportunidade, se está exatamente quebrando a barreira do preconceito”, argumentou a ministra.
A ministra da Secretaria de Políticas de Promoção de Igualdade Racial, Luiza Bairros, falou sobre a importância de iniciativas dessa natureza para valorizar os talentos que já existem. “Essa decisão do MinC será certamente repercutida nas políticas culturais feitas também pela iniciativa privada. Estou emocionada com as possibilidades que estão se abrindo neste 20 de novembro”.
Para Luiza Bairros, “as artes negras muitas vezes são lidas como folclore. Algo que não tem relação direta com dinâmica atual da sociedade. À medida em que fizermos esses editais, eles darão visibilidade a formas de expressão que dialogam com o Brasil de hoje, com o passado e apontam para possibilidade da cultura se fortalecer em sua adversidade.”
O presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira, classificou o lançamento dos editais como um dos atos mais marcantes desde 1888. “A população negra começa agora a assumir o protagonismo para poder fazer a mudança na história desse país e a cultura é instrumento fundamental para isso”.
Os editais
O MinC lançou os editais, num valor próximo de R$ 9 milhões, por meio da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Fundação Nacional de Artes (Funarte) e Secretaria do Audiovisual (SAv), em parceria entre a Fundação Palmares e Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR/PR).
Com os editais, espera-se formar novos escritores, elevar o número de pesquisadores negros e de publicações de autores negros, incentivar pontos de leitura de cultura negra em todo o país; também premiar curtas dirigidos ou produzidos por jovens negros, na faixa de 18 a 29 anos; investir em criação, produção e fazer com que artistas e produtores negros ocupem palcos, teatros, ruas, escolas e galerias de arte de todo o país.
Fundação Biblioteca Nacional
“Vamos abrir um Ponto de Leitura em cada capital do Brasil. Eles terão oficinas de formação de produtores e criadores negros com a duração de dois meses. Após essas oficinas serão publicadas as criações literárias desses escritores”, afirmou Galeno Amorim, presidente da FBN.
Em um valor total de R$ 4 milhões, a FBN lançou três editais para ampliar o acesso à literatura já existente de autores negros, fomentar o surgimento de novos escritores e pesquisadores e dar visibilidade para suas criações e pesquisas, incentivando a produção de publicações na forma de livros, em meio impresso e/ou digital.
Acesse os editais na página da FBN.
Secretaria do Audiovisual
A Secretaria do Audiovisual, representada na cerimônia pela coordenadora da secretaria, Lina Távora, vai premiar, por meio do Edital Curta-Afirmativo, seis curta-metragens dirigidos ou produzidos por jovens negros, na faixa etária de 18 a 29 anos.
Cada curta terá o investimento de R$ 100 mil. Segundo Lina, “o edital valorizará a juventude em suas particularidades”. A temática dos curtas é livre, não precisando, necessariamente, relatar questões étnicas.
Acesse o edital na página da Sav
Funarte
Além de homenagear um dos maiores artistas negros da história de nosso país em seu nome, o Prêmio Funarte Grande Otelo investirá em criações e produções que contemplem toda uma diversidade de expressões artísticas. Segundo o presidente da fundação, Antonio Grassi, serão quatro prêmios de R$ 200 mil, 12 prêmios de R$ 150 mil e 17 prêmios de R$ 100 mil.
O objetivo é que artistas e produtores negros ocupem palcos, teatros, ruas, escolas, galerias de arte de todo o país. Para isso, a Funarte vai fomentar 33 projetos nas categorias artes visuais, circo, dança, música, teatro e preservação da memória visando estimular a pesquisa, a preservação de acervos e a reflexão sobre a produção artística negra no Brasil, como forma de combater o preconceito.
Acesse os editais na página da Funarte.
Museu Afro Brasil
O museu onde foi realizada a cerimônia de lançamento dos editais, situado no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, existe desde 2004, e foi criado, por decreto, pela então prefeita de São Paulo, Marta Suplicy.
Durante sua fala, Marta ressaltou a importância da atuação do curador Emanuel Araújo na condução do museu. “Esse museu existe por causa dele” disse a ministra em referência a Emanuel. Para Marta, a grande riqueza do Museu é sua capacidade de estar o tempo todo trazendo coisas novas.
(Texto: Nathalia Melati e Danielle Ribeiro)
(Fotos: Luiz Carlos Murauskas e Dani Ribeiro)

http://www.cultura.gov.br/site/2012/11/20/dia-nacional-de-zumbi-e-da-consciencia-negra/

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Receita de Bobó de Camarão - por Isabela Bastos

Pessoal, conforme anunciamos, iniciaremos hoje a postar receitas criadas pela gastrônoma Isabela Bastos a partir de sua vivência e pesquisa realizadas no universo da culinária dos Terreiros de Matriz Africana. A partir das comidas preparadas para serem ofertadas aos orixás, Isabela cria, recria e adapta as receitas para que possam ser degustadas em nosso cotidiano.
A primeira receita será o delicioso Bobó de Camarão.

BOBÓ DE CAMARÃO

1 kg de macaxeira

800g de camarão limpo

1 cebola grande picada

2 tomates médios picados

3 dentes de alho picado

1 pimentão médio

Azeite doce

Azeite de dendê (opcional)

Sal a gosto

Leite de coco (opcional)

Leite de vaca (opcional)

Modo de preparo:

Cozinhar a macaxeira e fazer um purê, para bater a macaxeira, usa-se a água na qual foi fervida e pode-se misturar o leite de vaca, e o de coco caso queiram dar mais sabor e cremosidade ao purê. Refogar o alho, a cebola, o pimentão e o tomate, no azeite doce, caso gostem acrescentem um fio do azeite de dendê. Passar este refogado com a macaxeira ao fazer o purê. Os camarões devem ser refogados com um pouco de alho e sal a gosto. Após pronto o purê, ferve-lo e acrescentar os camarões. 

Servir puro, ou com Arroz branco.

Informações:

 Isabela Bastos